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    <title>Rádio Vaticano - Clips-BRA</title>
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    <description>A voz do Papa e da Igreja em diálogo com o mundo</description>
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      <title>Noticiário da Rádio Vaticano 15/11/2009 - </title>
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      <description>Cidade do Vaticano, 15 nov (RV) – A palavra de amor de Deus permanece: sobre esta certeza, Bento XVI dedicou o Angelus deste domingo, na Praça S. Pedro, na presença de milhares de fiéis e peregrinos provenientes de todo o mundo.

Recordando que estamos nas últimas duas semanas do ano litúrgico, o papa agradeceu ao Senhor a possibilidade de realizar, mais uma vez, este caminho de fé – antigo e sempre novo – na família espiritual da Igreja. Trata-se de um dom inestimável, afirmou o pontífice, que nos permite viver na história o mistério de Cristo. 

No itinerário de leituras bíblicas dominicais, nos acompanhou o Evangelho de São Marcos, que hoje apresenta uma parte do discurso de Jesus sobre o final dos tempos. Sobre este discurso, Bento XVI comentou uma frase que, segundo ele, impressiona por sua clareza sintética: "O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão" (Mc 13,31). 

A Sagrada Escritura não conhece ambigüidade - explicou. Toda a criação é marcada pela finitude: céu (entendido em sentido cósmico) e terra indicam todo o universo. 

Ao dizer que suas palavras não passarão, Jesus afirma que estão da parte de Deus e, por isso, são eternas. "Mesmo pronunciadas na concretude da sua existência terrena, são palavras proféticas por excelência" – acrescentou o pontífice. 

Quem as ouve e as acolhe, vive sob seu senhorio. As palavras permanecem no mundo, mas não são mais do mundo; trazem em si um germe de eternidade, um princípio de transformação que se manifesta já agora em uma vida boa, animada pela caridade, e que, no final, produzirá a ressurreição da carne. 

Bento XVI concluiu pedindo que façamos nossa a resposta de Maria ao Anjo: "'Faça-se em mim segundo a tua palavra', para que, seguindo Cristo no caminho da cruz, possamos também nós alcançar a glória da ressurreição". (BF)</description>
      <author>webteam@vaticanradio.org</author>
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      <pubDate>Sun, 15 Nov 2009 15:30:36 GMT</pubDate>
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      <title>EDITORIAL DO PE. CESAR AUGUSTO DOS SANTOS</title>
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      <description>Cidade do Vaticano, 14 nov (RV) - A semana que está se concluindo foi marcada aqui em Roma por um evento acadêmico de particular importância para a nossa memória histórica, considerada a sua pertinência no que diz respeito a uma página singular do Brasil em seu alvorecer.

Trata-se do simpósio realizado esta quinta-feira na sede da nossa embaixada junto ao governo italiano, dedicado ao beato José de Anchieta – cognominado "Apóstolo do Brasil".

Efetivamente, o evento – promovido pela embaixada do Brasil junto à Santa Sé em parceria com o "Programa Brasileiro" da Rádio Vaticano – teve a finalidade de reavivar a memória histórica do nosso país, passados 412 anos da morte de Anchieta.

Considerando o breve espaço de que dispomos e a finalidade a que se propôs o evento, gostaria de ater-me à observação de um dos promotores do simpósio, que oportunamente afirmou: "a memória dos povos é curta, e é importante que sejamos capazes de recuperá-la".

É verdade, "a memória dos povos é curta", e falar de Anchieta não se trata apenas de trazer à memória a epopéia de um religioso que, impelido pelo ardor missionário, se embrenhou nas matas de um Brasil selvagem e muitas vezes hostil para evangelizar os nativos do "Novo Mundo".

Estamos falando de um homem de cuja envergadura – que por sua vida e obra – merece o lugar reservado aos grandes da nossa história; e refiro-me não somente ao capítulo eminentemente reservado à evangelização do Brasil e à fundação da cidade de São Paulo por obra dos jesuítas.

Portanto, em nosso esforço de recuperar a memória histórica trata-se não somente de recordá-lo, mas também de atribuir-lhe o lugar que lhe faz jus.

A bem pensar, são poucas as recordações que os livros didáticos de história nos reservaram do Apóstolo do Brasil, mas quem não se lembra da célebre imagem do jesuíta de pé numa praia deserta a escrever versos na areia?

Ao tentarmos recuperar essa página da nossa história, é oportuno recordar que a epopéia protagonizada por Anchieta em nossas terras, para além da eminente figura de missionário, catequista, evangelizador – o que era natural da sua identidade de religioso – vale ao filho das Canárias o reconhecimento de um grande educador, pedagogo, sociólogo, dramaturgo, antropólogo, historiador, escritor, poeta e, não por último, diplomata – considerada a relevante obra de pacificação realizada em meio aos tamoios e tupis.

Mas vale, sobretudo, pelo atestado de luminoso exemplo de virtudes heróicas, o imperioso reconhecimento de sua santidade: é isso mesmo... reconhecer no beato Anchieta o homem Santo.

A esse proposto, considero que uma das notáveis contribuições do referido simpósio foi justamente a sua constatação, de modo sintomático e peremptório, da necessidade de se redescobrir em Anchieta, sobretudo, o homem Santo.

Nesse sentido, considerando o Ano Sacerdotal que estamos celebrando e, consequentemente, a recordação de ilustres sacerdotes que a história nos oferece, creio também oportuno salientar a figura do Anchieta sacerdote, zeloso pastor de almas, homem que soube – com uma admirável fé intrépida e inquebrantável – enfrentar as não poucas adversidades encontradas.

Homem que soube colocar a sua inteligência, coração e melhores energias a serviço do Reino de Deus, servindo a indígenas, brancos e negros, e a todos os homens mostrando o caminho do Céu. 00:03:44:90

Pe. Cesar Augusto dos Santos, S.J.</description>
      <author>webteam@vaticanradio.org</author>
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      <pubDate>Sat, 14 Nov 2009 12:50:56 GMT</pubDate>
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      <title>REFLEXÃO LITÚRGICA SOBRE A COMEMORAÇÃO DE TODOS OS FIÉIS DEFUNTOS</title>
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      <description>Cidade do Vaticano, 02 nov (RV) - Depois de termos celebrado ontem nossa vocação à santidade, de termos refletido sobre nosso destino último, a Liturgia nos propõe hoje a reflexão sobre nossa finitude, que nasce em nossa mente e em nosso coração, quando perdemos alguém querido.

Faz parte de nossa natureza, de nosso modo de existir, algo que é antagônico entre si, ou seja nosso desejo de plenitude, de sermos eternos e ao mesmo tempo nossa incapacidade de pensarmos fora da categoria tempo. É impossível ao ser humano pensar no eterno, porque sempre vai se perguntar pelo depois, vai questionar se não será monótono. Ora, ao fazer essa pergunta ele demonstra sua incapacidade ontológica de usar o espaço mental para pensar no eterno, não como categoria, mas como sua própria realidade existencial.

Comemorar os fieis defuntos é refletir sobre nosso fim, ao mesmo tempo sobre nosso desejo de eternidade, como desejo profundo, como ânsia, inextirpável de nossa natureza, apesar de finita.

O livro do Apocalipse nos fala do fim da morte, do luto, das lágrimas, do fim do que era finito. Agora, pelo poder da ressurreição de Jesus Cristo, nossos anseios foram realizados, tornaram-se reais. Somos eternos! “Eis que faço novas todas as coisas”, isto é, eternas, sem caducar, sem envelhecer, sem a ação do tempo, que não existe mais. 

São Paulo, na carta aos Romanos diz que fomos batizados na morte de Cristo e acrescenta: “Se, pois, se morremos com Cristo, cremos que também viveremos com ele. Sabemos que Cristo ressuscitado dos mortos não morre mais; a morte já não tem poder sobre ele. Por isso, sendo Cristo a Vida, todo nosso anseio de eternidade faz sentido e será realizado. Viveremos eternamente o amor, a alegria, na companhia de nossos entes queridos, porque do contrário não será felicidade.

O dia de hoje, dedicado à reflexão sobre o término de nossa caminhada nesta vida, longe de nos tirar a alegria de ser, nos aumenta o júbilo porque não só fomos criados á imagem da Vida, que é Jesus, mas fomos resgatados, recriados, por sua morte e ressurreição, para a Vida eterna com Ele e com nossos entes queridos. 00:03:19:87

Pe. Cesar Augusto dos Santos, S.J.</description>
      <author>webteam@vaticanradio.org</author>
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      <pubDate>Mon, 02 Nov 2009 10:05:29 GMT</pubDate>
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      <title>REFLEXÃO LITÚRGICA DESTE DOMINGO, SOLENIDADE DE TODOS OS SANTOS</title>
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      <description>Cidade do Vaticano, 1º nov (RV) - No Evangelho Jesus nos fala das bem-aventuranças, da sorte daqueles que vivem, que praticam sua palavra. Ele identifica essas pessoas como pobres  em espírito e perseguidas por causa da justiça. Ele diz que delas é o reino do céu. Jesus constata que elas, onde estejam, já vivem e já realizam o Reino.

Mas quem são pobres em espírito de que fala Jesus? São aqueles que abriram mão de bens deste mundo para poderem construir uma nova sociedade, de acordo com o projeto de Deus. Uma sociedade de justiça, de partilha, de paz.

Quem são os perseguidos por causa da justiça?

São esses pobres que fizeram opção por uma sociedade justa, fraterna, caracterizada pela partilha e comunhão de bens. São perseguidos porque esse modo livre de viver não é suportado por aqueles que são escravos dos bens materiais, do poder econômico, da divisão em classes sociais, que não acreditam em um outro mundo, mas que aqui na terra têm o seu paraíso.

Os santos são esses cidadãos que trabalham pela realização do Reino, já aqui neste mundo. Por isso são rechaçados, martirizados, desprezado pelos filhos deste mundo que, naturalmente, não podem se identificar com eles. Por isso, São João na segunda leitura de hoje nos diz que “Por isso o mundo não nos conhece..” Mais adiante do trecho escolhido para a liturgia de hoje,  São João nos diz que “aquele que pratica a justiça é justo, como também Jesus é justo”. E Jesus é o Santo, por excelência! Portanto se praticamos a justiça, assemelhamo-nos a ele, o Santo e, consequentemente, somos santos.

Contudo, sabemos que no dia a dia, não é fácil viver a santidade. Vários fatores corroboram para isso. Desde a atitude desafiadora da sociedade paganizada, de estruturas tirânicas, passando por nossa fragilidade e caminhando em meio a atitudes agressivas de muitos de nossos contemporâneos, temos a experiência, muitas vezes amarga, de como é difícil ser santo. Para nos encorajar, nos dar alento na luta pela santidade, a liturgia nos oferece a leitura do Apocalipse, livro que foi escrito com o objetivo de nos animar dentro desse ambiente opressor.  

O versículo 14 dá a chave para a manutenção da luta: “Esses são os sobreviventes da grande tribulação; lavaram as suas vestes e as alvejaram no sangue do cordeiro.” Deus, que desde o Antigo Testamento, defendeu o povo judeu oprimido pelos egípcios, libertando-os da escravidão, também agora, através de Jesus Cristo, nos livra da opressão e nos liberta, para sempre, do mal. Não significa que não teremos adversidades, mas que seremos libertos, salvos, dentro delas. Deus não nos livra dos sofrimentos, mas nos liberta nos sofrimentos.

Ser santo é viver o batismo através de gestos concretos de promoção da justiça e da paz, mesmo que isso nos leve a beber o cálice que Jesus, na agonia no horto das oliveiras, pediu ao Pai que afastasse, mas logo acrescentou; “...não se faça o que eu quero, mas, sim, o que tu queres.” Ser santo é colocar em prática o conselho mariano: “Faz tudo o que ele mandar”. Ser santo é deixar-se conduzir por Deus, plenamente! 00:04:28:08

Pe. Cesar Augusto dos Santos, S.J.</description>
      <author>webteam@vaticanradio.org</author>
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      <pubDate>Sun, 01 Nov 2009 16:18:39 GMT</pubDate>
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      <title>ARCEBISPO DE MAPUTO FAZ BALANÇO DO SÍNODO: CRIAR CONDIÇÕES PARA VIVERMOS COMO RECONCILIADOS</title>
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      <description>Cidade do Vaticano, 26 out (RV) - "África, levanta-te, não estás sozinha." Essas palavras pronunciadas pelo papa na conclusão da II Assembléia Especial para a África do Sínodo dos Bispos foram motivo de grande esperança para os prelados que nas últimas três semanas participaram dos trabalhos.

De fato, foram muitas as questões debatidas e os desafios apontados pelos Padres sinodais, a partir do tema que norteou essa Assembléia: "A Igreja na África a serviço da reconciliação, da justiça e da paz. &lt;&lt;Vós sois o sal da terra... Vós sois a luz do mundo&gt;&gt; (Mt 5, 13.14).

Para um balanço sobre o encontro sinodal, eis o que nos disse o arcebispo moçambicano de Maputo, Dom Francisco Chimoio, entrevistado pelo nosso colega Alberto Goroni:  00:02:13:73 (RL-MJ)</description>
      <author>webteam@vaticanradio.org</author>
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      <pubDate>Mon, 26 Oct 2009 18:48:25 GMT</pubDate>
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      <title>SÍNODO: ARCEBISPO DE LUANDA REITERA PREOCUPAÇÕES DA IGREJA NO CONTINENTE AFRICANO</title>
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      <description>Cidade do Vaticano, 24 out (RV) - À margem dos trabalhos sinodais, realizou-se, no início desta tarde, na Sala de Imprensa da Santa Sé, a segunda e última coletiva sobre a conclusão do Sínodo, baseada nas Proposições finais. Coordenada pelo diretor da Sala de Imprensa vaticana, Pe. Federico Lombardi, a coletiva teve a participação do relator-geral do Sínodo, o arcebispo de Cape Coast, na República de Gana, Cardeal Peter Kodwo Appiah Turkson, e dos dois secretários especiais: o bispo de Sarh, na República do Chade, Dom Edmond Djitangar; e o arcebispo de Luanda, Dom Damião António Franklin, também presidente da Conferência Episcopal de Angola.

Ao introduzir a coletiva, Pe Lombardi comunicou que o Santo Padre nomeou, neste sábado, o Cardeal Turkson, novo presidente do Pontifício Conselho da Justiça e da Paz, anúncio que foi acolhido pelos jornalistas presentes com um caloroso aplauso. O relator-geral do Sínodo sucederá o Cardeal Renato Raffaele Martino – desde 2002 à frente do referido organismo vaticano – que deixa o encargo por limite de idade.

Considerando as Proposições finais aprovadas esta manhã pela Assembléia sinodal, o arcebispo angolano de Luanda, Dom Franklin, ressaltou as preocupações da Igreja no continente africano. Eis o que disse: (RL) 00:03:00:00</description>
      <author>webteam@vaticanradio.org</author>
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      <pubDate>Sat, 24 Oct 2009 19:25:03 GMT</pubDate>
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      <title>MENSAGEM FINAL DO SÍNODO: "ÁFRICA, LEVANTA E CAMINHA"</title>
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      <description>Cidade do Vaticano, 23 out (RV) - Um longo aplauso acolheu esta manhã a apresentação da Mensagem final da II Assembléia Especial para a África do Sínodo dos Bispos, que tem como tema "A Igreja na África a serviço da reconciliação, da justiça e da paz. &lt;&lt;Vós sois o sal da terra... Vós sois a luz do mundo&gt;&gt; (Mt 5, 13.14).

Na presença de Bento XVI, a 18ª Congregação geral teve a leitura do documento em quatro línguas: inglesa, portuguesa, francesa e italiana.

"África, levanta e caminha!" A exortação lançada pela Mensagem final do Sínodo é bastante forte: não se pode perder tempo, a África deve mudar e não se deve abandonar ao desespero – afirmam os Padres sinodais.

O documento é subdividido em sete partes, mais uma introdução e uma conclusão. Os apelos nele contidos são numerosos: aos sacerdotes, para que sejam fiéis no celibato, na castidade e no desapego aos bens materiais; aos fiéis leigos, "embaixadores de Deus", para que permitam à fé cristã impregnar-se em todas as dimensões de suas vidas.

Nesse âmbito, a Mensagem recomenda a formação permanente dos leigos e a instituição de Universidades católicas.

Outro apelo é dirigido ao mundo político. A África precisa de políticos santos que combatam a corrupção e trabalhem em prol do bem comum – lê-se no texto.

A Mensagem chama em causa as famílias católicas, colocando-as em alerta em relação às ideologias chamadas "modernas" e pedem aos governos que as ajude na luta contra a pobreza, porque uma nação que destrói a família age contra os próprios interesses.

Em seguida, os Padres sinodais voltam seu olhar para as mulheres e homens católicos: as mulheres são definidas "a espinha dorsal" das Igrejas locais. Faz votos de uma sua maior promoção social e as convida a não se tornarem reféns de ideologias estrangeiras "tóxicas" sobre o gênero e a sexualidade.

Ao mesmo tempo, a Mensagem convida os homens católicos a serem maridos e pais responsáveis, a defenderem a vida desde a concepção e a educarem os filhos.

A Mensagem faz um apelo também concernente aos jovens e às crianças, presente e futuro da África, na qual 60% da população tem menos de 25 anos. Recomenda-se para ambos um apostolado atento, que os mantenham distantes das seitas e das violências.

Ademais, a Mensagem final dirige-se à comunidade internacional a fim de que trate a África com respeito e dignidade; mude as regras do jogo econômico e da dívida externa africana; detenha a exploração das multinacionais, exploração que destrói os muitos recursos naturais da África; não esconda, por trás das ajudas, outras intenções desvantajosas para os africanos.

O documento detém-se ainda sobre o problema da Aids, destacando a atuação da Igreja na luta contra o vírus HIV e no tratamento aos doentes.

Concordes com Bento XVI – definido "autêntico amigo da África e dos africanos" – os Padres sinodais reiteram que a questão não será resolvida com a distribuição de preservativos, e ressaltam o bom êxito obtido, ao invés, com a castidade e a fidelidade.

Depois, o documento reitera a importância do diálogo com as religiões tradicionais, em âmbito ecumênico e inter-religioso, em particular com os muçulmanos: o diálogo é possível, mas é importante dizer "não" ao fanatismo, assegurar o respeito recíproco e ressaltar que a liberdade é um direito humano fundamental e inclui a liberdade de partilhar e propor – não de impor – a própria fé.

Entre os outros temas tratados na Mensagem destaca-se a importância do Sacramento da Reconciliação e dos programas diocesanos sobre a paz, da superação da prática da vingança, do reforço dos laços com as antigas Igrejas da Etiópia e Egito e entre a África e os outros continentes. Destaca-se ainda o agradecimento aos missionários, a necessidade de ajudar os imigrantes e os refugiados no mundo, porque o acolhimento é um dever.

Por fim, a Mensagem contém uma exortação a apoiar o Secam (Simpósio das Conferências Episcopais da África e Madagascar), que completou 40 anos de atividade, e a multiplicar os esforços na comunicação social da Igreja, dando como exemplo a potência do rádio.

Na África, as emissoras de rádios católicas passaram de 15 para 163, no espaço de 15 anos, um dado que não pode ser subestimado num mundo "cheio de contradições e de crises profundas", em que a África faz notícia somente em caso negativo.

À margem dos trabalhos sinodais, realizou-se, no início desta tarde, na Sala de Imprensa da Santa Sé, uma coletiva sobre a mensagem conclusiva do Sínodo. Coordenada pelo diretor da Sala de Imprensa vaticana, Pe. Federico Lombardi, a coletiva teve a participação de 3 membros da Comissão que preparou a Mensagem final:

O presidente da Comissão, o arcebispo de Abuja, na Nigéria, Dom John Olorunfemi Onaiyekan; e os dois vice-presidentes, o bispo dos caldeus no Egito, Dom Youssef Ibrahim Sarraf; e o bispo de Chimoio, Moçambique, Dom Francisco João Silota, que é também vice-presidente do Secam (Simpósio das Conferências Episcopais da África e Madagascar).

Os prelados apresentaram os pontos principais da Mensagem aprovada esta manhã pela Assembléia sinodal destacando alguns pontos salientes do documento – como evidenciamos anteriormente.

Respondendo a perguntas de alguns jornalistas presentes, os prelados ressaltaram que o que o Sínodo propõe é que todo cristão seja sal da terra e luz do mundo, e que deve sê-lo também quando detém responsabilidades de caráter público.

Ao reforçar o convite aos cristãos a assumirem responsabilidades também no âmbito político, foi evidenciado que muita coisa não funciona porque muitas vezes quem tem responsabilidades públicas não vive conforme o Evangelho. Daí, a necessidade também de investir – como ressaltado durante os trabalhos sinodais – na formação dos fiéis leigos, no ensino da Doutrina Social da Igreja.

Sobre a Mensagem final, a necessidade de uma sinergia de trabalho e os desafios pastorais a serem enfrentados, eis o que nos disse o bispo moçambicano de Chimoio, Dom Silota, destacando o papel dos bispos e de toda a Igreja no trabalho de reconciliação, da justiça e da paz no continente africano: (RL) 00:03:45:46</description>
      <author>webteam@vaticanradio.org</author>
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      <pubDate>Fri, 23 Oct 2009 20:34:10 GMT</pubDate>
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      <title>SÍNODO: BISPO DE CABINDA FALA SOBRE PARTICIPAÇÃO DA IGREJA NA RECONCILIAÇÃO NACIONAL ANGOLANA</title>
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      <description>Cidade do Vaticano, 22 out (RV) - Na reta final, prosseguem – também hoje a portas fechadas – os trabalhos da II Assembléia Especial para a África do Sínodo dos Bispos. Amanhã, sexta-feira, a 18ª Congregação geral se reunirá para a apresentação e votação da Mensagem final.

Ressaltamos que esse Sínodo, iniciado no último dia 4 e que prosseguirá até o dia 25 do corrente, tem como tema "A Igreja na África a serviço da reconciliação, da justiça e da paz. &lt;&lt;Vós sois o sal da terra... Vós sois a luz do mundo&gt;&gt; (Mt 5, 13.14).

A esse propósito, na edição de ontem o bispo angolano de Cabinda, Dom Filomeno do Nascimento Vieira Dias, nos falou sobre o processo de reconciliação no país africano, após quase três décadas de guerra civil, cujo conflito teve fim somente em 2002. Hoje Dom Filomeno nos fala sobre a participação da Igreja nesse processo de reconciliação; as iniciativas que tem promovido no sentido de consolidá-lo. Vamos ouvir: 00:02:15:00 (RL)</description>
      <author>webteam@vaticanradio.org</author>
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      <pubDate>Thu, 22 Oct 2009 18:11:02 GMT</pubDate>
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      <title>SÍNODO: BISPO DE CABINDA FALA SOBRE PROCESSO DE RECONCILIAÇÃO EM ANGOLA</title>
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      <description>Cidade do Vaticano, 21 out (RV) - Prosseguem, a portas fechadas, os trabalhos da II Assembléia Especial para a África do Sínodo dos Bispos. Esta manhã, os Padres sinodais se reuniram na nona sessão dos chamados Círculos menores para a preparação das emendas que serão feitas às Proposições finais, que ontem, terça-feira, foram apresentadas de forma provisória. Esta tarde os textos foram examinados pelo relator geral, pelos secretários e pelos relatores dos Círculos menores.

Vale recordar que esse Sínodo, iniciado no último dia 4 e que prosseguirá até o dia 25 do corrente, tem como tema "A Igreja na África a serviço da reconciliação, da justiça e da paz. &lt;&lt;Vós sois o sal da terra... Vós sois a luz do mundo&gt;&gt; (Mt 5, 13.14).

A propósito, o "Programa Brasileiro" da Rádio Vaticano ouviu Dom Filomeno do Nascimento Vieira Dias, bispo de Cabinda, Angola, um país que viveu quase três décadas de guerra civil, cujo conflito teve fim somente em 2002. Cessadas as hostilidades, o país vive hoje um período de crescimento e de estabilização, embora ainda haja muito a ser feito para curar as feridas abertas. O prelado nos fala sobre como está o processo de reconciliação no país africano: 00:02:20:02 (RL)</description>
      <author>webteam@vaticanradio.org</author>
      <category>News</category>
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      <pubDate>Wed, 21 Oct 2009 19:45:06 GMT</pubDate>
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      <title>SÍNODO PARA A ÁFRICA: APRESENTADO ELENCO ÚNICO DAS PROPOSIÇÕES FINAIS</title>
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      <description>Cidade do Vaticano, 20 out (RV) - Encaminha-se para a sua conclusão a II Assembléia Especial para a África do Sínodo dos Bispos, em andamento no Vaticano com o tema "A Igreja na África a serviço da reconciliação, da justiça e da paz. &lt;&lt;Vós sois o sal da terra... Vós sois a luz do mundo&gt;&gt; (Mt 5, 13.14).

Esta manhã, durante a 17ª Congregação geral, foi apresentado o elenco único das Proposições finais. O documento, ainda provisório, receberá as emendas necessárias e será votado pela Assembléia.

Na presença de Bento XVI, os Padres sinodais lançaram um apelo em favor da paz na Região dos Grandes Lagos.

De fato, um premente apelo a fim de que cessem as violências na Região dos Grandes Lagos. É o que escreve a presidência do Sínodo numa carta endereçada, entre outros, aos bispos do Sudão, país que nos últimos tempos registrou o horror de cristãos crucificados.

"Não matarás" é um mandamento inscrito no coração do homem, lê-se no texto. A linguagem das armas seja substituída pelo diálogo.

A paz e a reconciliação prevalecem, naturalmente, no elenco único das Proposições apresentado esta manhã. No documento, ainda provisório, define-se o Sínodo atual como "Sínodo do Pentecostes", pede-se que a cooperação inspire a sociedade e se dê atenção à solidariedade pastoral.

Entrando no específico, os Padres sinodais refletem sobre o diálogo ecumênico e inter-religioso, em particular com o Islã. A exemplo do Dia mundial de oração pela paz, realizado em Assis em 1986, o esboço de Proposições pede o respeito pela liberdade de culto e convida a não politizar a religião nem torná-la objeto étnico.

Os Padres sinodais reafirmam que a liberdade religiosa é um direito fundamental que deve ser protegido e reconhecido; pedem que as igrejas e propriedades eclesiásticas confiscadas sejam restituídas e que se diga "não" ao fundamentalismo.

Também a relação com as Religiões Tradicionais Africanas é colocada como central, não devendo tais religiões ser rejeitadas a priori, mas estudadas em comparação com a teologia. Ao mesmo tempo, o Sínodo recomenda que a Igreja seja capaz de enfrentar o exoterismo e as práticas ocultas.

Em seguida, os Padres sinodais olham para o progresso concreto da África: nesse âmbito, pede-se para conter a "fuga de intelectuais" da África instituindo centros acadêmicos de alta qualidade; faz-se votos de um programa de anulação da dívida externa, e se defende a criação do microcrédito.

Ademais, os Padres sinodais dedicam espaço para a grande página da Doutrina Social da Igreja, que deve ser estudada e difundida em todos os níveis. Dá-se espaço também para a tutela do ambiente, no momento em que a África registra uma desertificação sem precedentes, fazendo votos de um tratado internacional sobre o tráfico de armas e a defesa dos direitos dos migrantes, que não devem ser criminalizados.

O elenco único das Proposições fala também da globalização, fazendo votos de que ela seja ética e solidária e reitera que os recursos naturais da África devem ser administrados localmente, sem a exploração por parte das multinacionais.

É também premente o auspício de que a democracia se difunda em toda a África, que sejam garantidas eleições livres, imparciais e transparentes, que os fiéis leigos vivam a sua vocação também na política, ao tempo em que se pede aos líderes religiosos que não assumam posição político-partidária.

Em seguida, o documento provisório volta a sua atenção para a defesa da família, muitas vezes atingida pela banalização do aborto e pelo desprezo à maternidade. Nesse âmbito, se pensa na criação de uma Federação pan-africana das famílias católicas.

Fala-se de tutela também para as mulheres, as crianças, os jovens, os portadores de deficiência, a fim de que a sua integração na Igreja e na sociedade seja sempre mais favorecida.

Depois, as Proposições se detêm sobre o problema da Aids, reiterando que essa patologia não é somente uma questão farmacêutica, mas uma instância de desenvolvimento integral e de justiça. Em particular, pede-se ajuda pastoral para os casais contagiados; reitera-se o "não" à infidelidade e à promiscuidade; condena-se quem difunde o vírus HIV como arma de guerra; pede-se para os doentes africanos os mesmos tratamentos médicos oferecidos no restante do mundo.

Ademais, é dada atenção à questão da pena de morte, da qual se auspicia a abolição total; e aos detentos, a fim de que os seus direitos não sejam violados.

Reserva-se igual atenção aos seminaristas, para os quais se pede a verificação de suas intenções; e aos sacerdotes, para que sejam imagem viva e autêntica de Cristo e vivam o compromisso da castidade e da oração.

Por sua vez, a última Proposição se detém sobre a comunicação: em particular, pede-se que a Igreja esteja mais presente nos meios de comunicação e que os jornalistas sejam formados em ética.

Por fim, os Padres sinodais felicitam o Secam (Simpósio das Conferências Episcopais da África e Madagascar) pelos seus 40 anos de atividades agradecendo pelo trabalho realizado e fazendo votos de um reforço de sua atuação.

Como dissemos, a última Proposição pede maior presença da Igreja nos meios de comunicação. A esse propósito, ouçamos o bispo de Cabina e presidente da Comissão para as Comunicações Sociais da Conferência Episcopal de Angola, Dom Filomeno do Nascimento Vieira Dias, que nos fala sobre a presença da Igreja angolana na mídia: 00:01:00:70 (RL)</description>
      <author>webteam@vaticanradio.org</author>
      <category>News</category>
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      <pubDate>Tue, 20 Oct 2009 18:48:17 GMT</pubDate>
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