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31/10/2009 13.18.42



A unidade entre os Estados da Europa deve basear-se nos valores herdados do cristianismo, do respeito e da solidariedade.








(31/10/2009) A queda do muro de Berlim que há 20 anos permitiu á Bulgária empreender um percurso democrático completado há dois anos com a entrada na União Europeia, não deve fazer esquecer que a unidade entre os Estados do continente deve basear-se nos valores herdados do cristianismo, do respeito e da solidariedade. Foi o que reafirmou na manhã deste Sábado, Bento XVI recebendo no Vaticano o novo Embaixador da Bulgária junto da Santa Sé para a apresentação das Cartas Credenciais.
No seu discurso o Papa salientou que no processo de construção europeia cada nação não deve sacrificar a própria identidade cultural, mas sim encontrar a maneira de enriquecer a inteira comunidade com tal identidade. No caso da Bulgária existe uma antiga herança cristã que se deve gastar no presente e no futuro. Um tesouro de valores e convicções que deve levar a Bulgária, assim como os outros estados europeus a criar condições para uma globalização bem realizada também fora das fronteiras continentais. Para que ela possa ser vivida positivamente - salientou Bento XVI- é necessário que ela sirva o homem inteiro e todos os homens. É este principio que ele quis sublinhar com força recentemente na Encíclica Caritas in veritate.
É essencial que o desenvolvimento legitimamente procurado não seja apenas económico, mas que tenha em conta a pessoa humana inteira. A medida do homem – recordou o Papa – não reside nos seus bens, mas no desenvolvimento do seu ser segundo as potencialidade que a natureza esconde.
Neste sentido – prosseguiu Bento XVI – para que o desenvolvimento do homem e da sociedade seja autentico, deve necessariamente incluir uma dimensão espiritual e ética, que se traduz no assumir da parte de todos os funcionários públicos, um grande empenho moral, para que a gestão da autoridade que lhes é confiada seja feita de maneira eficaz e desinteressada.


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