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09/02/2012
Bento XVI: Jesus continua vivendo na Igreja, sempre necessitada de purificação
◊ Cidade do Vaticano (RV) - "As vicissitudes de Jesus de Nazaré, em cujo nome ainda hoje muitos fiéis, em vários países do mundo, enfrentam sofrimentos e perseguições, não podem permanecer confinadas num passado distante, mas são decisivas para a nossa fé hoje."
É o que escreve Bento XVI na mensagem por ocasião do Simpósio internacional "Jesus nosso contemporâneo", aberto na tarde desta quinta-feira em Roma, e promovido pelo Projeto cultural da Conferência Episcopal Italiana (CEI).
"Jesus entrou na história humana e nela continua vivendo – com a sua beleza e potência – no corpo frágil e sempre necessitado de purificação, mas também repleto do amor divino, que é a Igreja", escreve o Papa. "A sua contemporaneidade se revela de modo especial na Eucaristia", acrescenta o Pontífice.
Após a leitura da mensagem do Papa, o Arcebispo de Gênova e Presidente da CEI, Cardeal Angelo Bagnasco, recordou que a fé torna os fiéis contemporâneos de Jesus.
Separar Cristo da sua Igreja – acrescentou – é uma operação que leva à falsificação tanto de um quanto do outro:
"Cristo sem a Igreja é realidade facilmente manipulável e rapidamente deformada, segundo os gostos pessoais, e uma Igreja sem Cristo ser reduz a estrutura meramente humana e, enquanto tal, estrutura de poder."
Também a Igreja – afirmou o purpurado - pode ser ferida pela realidade do pecado: "o escândalo, as infidelidades e as fragilidades dos indivíduos são sempre possíveis". Mas a Igreja "santa e, ao mesmo tempo, necessitada de purificação", tende a fazer-se "transparência de Cristo luz dos povos".
O reducionismo midiático colhe muito pouco "o aspecto do mistério da Igreja, a sua configuração comunitária, espiritual e a sua vontade de conformação a Cristo" – concluiu o Cardeal Bagnasco. (RL)
México: aulas suspensas em Guanajuato durante visita do Papa
◊ Cidade do Vaticano (RV) - A Secretaria de Educação de Guanajuato (SEG), anunciou a suspensão das aulas nas escolas públicas no dia 23 de março por motivo da visita do Papa Bento XVI a esta entidade, divulgou a agência ACI.
"A visita propiciará uma intensa mobilização nas ruas e estradas da zona metropolitana de León e os pais teriam que batalhar muito para levar a seus filhos à escola", explicou à imprensa o titular da SEG, Alberto Diosdado.
Recordou que se tratará da "visita de um chefe de Estado que terá uma reunião com o presidente Calderón e que vai fazer um percurso pela cidade e seria muito difícil o deslocamento para os crianças e jovens".
A medida se aplica aos 417 mil alunos de todos os anos.Espera-se que as escolas privadas se unam à iniciativa e suspendam também suas aulas.
Com respeito aos 100 mil jovens que formarão a cerca humana para resguardar o trajeto e as atividades do Papa, anunciado pelo Arcebispado de León, o funcionário indicou que esta é uma iniciativa da pastoral juvenil.
"A pastoral juvenil que está aos cuidados do padre Manuel Sandoval é a que realizou a convocatória de forma escrita e as enviou a todas as escolas de educação e foram os jovens que decidiram participar como voluntários", assinalou.
Colabore com documentário inédito do Papa no Brasil
◊ Cidade do Vaticano (RV) – O Programa Brasileiro procura pessoas que tenham registrado em vídeo a passagem de Bento XVI pelo Brasil em maio de 2007. O Papa foi ao país para canonizar o primeiro santo brasileiro, Frei Galvão, e para abrir a V Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e do Caribe, em Aparecida. Bento XVI ficou no Brasil entre 9 e 13 de maio de 2007.
Caso os vídeos atendam aos critérios de qualidade estabelecidos para a produção do documentário, os autores serão contatados para preencher o termo de doação das imagens, que não prevê remuneração.
Os autores das imagens selecionadas terão os nomes inseridos nos créditos finais do documentário.
Para o envio via e-mail, os vídeos deverão ter no máximo 10MB e estarem nos formatos MOV, AVI, WMV, MPEG, MPG ou FLV. O endereço é r.belincanta@vatrd.org
Os vídeos que excedem o tamanho previsto deverão ser enviados em DVD, via correio, aos seguintes endereços:
Programa Brasileiro
Rádio Vaticano
Nunciatura Apostólica no Brasil
Caixa Postal 070153
CEP 70359-970
Brasília – DF
Ou
Programa Brasileiro
Rádio Vaticano
Piazza Pia, 3
00120
Cidade do Vaticano
Participarão da seleção os vídeos que chegarem à redação do Programa Brasileiro da Rádio Vaticano, seja via correio ou via eletrônica, até o dia 31 de março. Mais informações escreva para r.belincanta@vatrd.org
Renascer 2012 é opção de um carnaval diferente
◊ Fortaleza (RV) - A Comunidade Católica Shalom realizará nos dias 19, 20 e 21 de fevereiro a 26ª edição do Renascer no Ginásio Paulo poliesportivo Sarasate. O evento tem entrada franca e início sempre às 8h da manhã, estendendo-se até às 20h.
O evento marca a abertura das comemorações dos trinta anos de ação evangelizadora da Comunidade Católica Shalom. Estão confirmados no Renascer 2012 as presenças de Moysés Azevedo, Fundador da Comunidade Shalom e membro consultor do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, Dicastério romano ligado ao Papa e Emmir Nogueira, Cofundadora da Comunidade Shalom e escritora cearense.
A programação do Renascer terá palestras, atividades artísticas, orações, louvor, Missa em favor dos enfermos e Adoração ao Santíssimo Sacramento. A animação fica por conta dos músicos da Comunidade Shalom, entre eles a Banda Missionário Shalom e as cantoras Suely Façanha e Ana Gabriela.
A organização do Renascer 2012 monta uma completa estrutura no ginásio coberto com praça de alimentação, área de exposição dos projetos de Promoção Humana da Comunidade Shalom, ambulatório e serviço de aconselhamento individual aos que desejarem.
Para as crianças a opção é o Renascerzinho que acontecerá no Ginásio do Colégio Salesiano Dom Bosco (Avenida Antônio Sales, 116 - Joaquim Tavora,próximo ao Paulo Sarasate) com uma programação específica para o público como jogos, gincanas, teatro e momentos de oração, tudo orientado por monitores, pedagogos e casais do Projeto Família Shalom.
Além dos trabalhos de dois mil voluntários, o Renascer conta com o apoio dos órgãos públicos de segurança e mobilidade urbana. Também foi renovada a parceria com o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará- Hemoce. Durante os dias de carnaval, o Renascer torna-se o posto oficial de coleta de sangue e cadastro de doadores de medula óssea na cidade de Fortaleza.
O objetivo principal do evento é oferecer aos participantes a opção de um carnaval diferente, marcado pela alegria. “Nós costumamos dizer que a alegria experimentada no Renascer não acaba na Quarta-feira de Cinzas, mas se prolonga por toda a vida”, disse Tobias Cortez, organizador do evento. “Além disso, possibilitamos que o fortalezense aproveite o carnaval sem ter que sair da capital. Sabemos que o número de acidentes aumenta neste período”, completou Cortez.
SERVIÇO
Renascer 2012 – Viva a experiência de um carnaval diferente
Data: 19, 20 1 21 de fevereiro de 2012
Local: Ginásio Paulo Sarasate (Rua Idelfonso Albano,2050, Centro)
Entrada: Franca (quem desejar poderá levar 1 kg de alimento não-perecível para as obras de Promoção Humana do Shalom)
Mais informações: www.comshalom.org\renascer
Dom Murilo Krieger: "Amigos, desarmem seus corações"
◊ Salvador (RV) - A arquidiocese de Salvador (BA) emitiu quarta-feira, 7, uma nota sobre a greve dos policiais militares do estado da Bahia. O arcebispo metropolitano, Dom Murilo Krieger, participou como intermediador das negociações entre grevistas e governo do estado.
Dom Murilo falou de seu papel como intermediador e lançou também um apelo, convidando todos - Governo, associações de militares, homens e mulheres de boa vontade – para, juntos, construir a paz - disse o Primaz do Brasil.
Leia a íntegra da mensagem de Dom Murilo Krieger, arcebispo de Salvador:
Nota oficial da arquidiocese de Salvador da Bahia sobre a greve de parte dos policiais militares do estado.
Diante dos tristes acontecimentos dos últimos dias, que tiraram a paz da cidade de Salvador e do Estado da Bahia, senti-me na obrigação de colocar-me à disposição tanto do Governo do Estado como das entidades representativas das diversas associações que congregam militares da Polícia Militar para, pelo diálogo, se conseguir a conciliação.
Aceita minha mediação, coloquei minha casa à disposição de todos para os encontros que, em horas assim, se fazem necessários. Minha oferta foi acolhida e, praticamente ao longo de vinte e quatro horas, ali estive reunido com tais representantes. Como mediador, não me cabe falar do resultado das negociações. O que posso lhes assegurar é que não me alinhei com nenhuma das partes, porque meu compromisso era e é com o povo da Bahia.
A Bahia quer paz; a Bahia precisa de paz; a Bahia tem direito de ter paz. Por isso, venho agora conclamar todos - isto é, Governo, associações de militares, homens e mulheres de boa vontade – para, juntos, construirmos a paz. A paz é um dom de Deus e, por isso, devemos pedi-la; mas a paz é, também, fruto de nosso trabalho. Foi isso que afirmou Jesus no Sermão da Montanha: “Felizes os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus” (Mt 5,9).
Em vista do retorno à vida normal em nossas cidades, peço a você, meu amigo, minha amiga: desarme seu coração. Quem exige um desarmamento total, e não só dos corações, é o bem comum, é o bem da sociedade baiana. Nestes meus dez meses de Bahia, descobri que o povo baiano é acolhedor, é trabalhador e festivo; é um povo pacífico por natureza. Esse povo merece o melhor de nossos esforços e toda a nossa dedicação. Na luta pela paz não há vencidos nem vencedores: há irmãos e irmãs que merecem o respeito de todos.
Peçamos a Jesus Cristo, o Príncipe da Paz, que derrame sobre nós a sua paz; que ele nos dê o dom da sabedoria, para escolhermos o bem; e que nos dê a capacidade de, juntos, construirmos a paz.
Salvador, 7 de fevereiro de 2012.
Dom Murilo S. R. Krieger, scj
Arcebispo de São Salvador da Bahia / Primaz do Brasil
Simpósio na Gregoriana sobre abusos contra menores: cardeal designado Filoni fala de fenômeno execrável
◊ Cidade do Vaticano (RV) - Conclui-se nesta quinta-feira o Simpósio sobre abusos contra menores perpetrados por membros do clero, intitulado "Rumo à cura e a renovação", em andamento desde terça-feira na Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma.
Nesta quarta-feira falou-se, inclusive, que a questão dos abusos já custou para a Igreja no mundo inteiro mais de dois bilhões de dólares. Por sua vez, o Promotor de Justiça da Congregação para a Doutrina da Fé, Mons. Charles Scicluna, abordou o tema da busca da verdade nos casos de abuso.
À noite foi celebrada uma missa, presidida pelo Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, Dom Fernando Filoni. Detalhes com o colega Stefano Lesczynski:
"Os custos financeiros, para a Igreja, do flagelo dos abusos contra menores associados com as investigações, e em alguns casos com as pendências judiciárias em andamento em várias nações do Continente africano, bem como na Áustria, Austrália, Bélgica, Brasil, Canadá, Chile, Alemanha, Índia, Irlanda, Holanda, Filipinas e Suíça supera abundantemente a cifra de dois bilhões de dólares. Somente nos EUA, até hoje, os custos financeiros dessa dramática crise superaram a cifra de 500 milhões de dólares. O Promotor de Justiça da Congregação para a Doutrina da Fé, Mons. Charles Scicluna, ressaltou, na primeira parte dos trabalhos desta quarta-feira, a importância dos objetivos do Simpósio, inclusive para restituir à Igreja a credibilidade que lhe cabe. Na Igreja Católica não há mais lugar para a "cultura mortal do silêncio, a cultura da omissão e conivência" – disse Mons. Scicluna, que depois acrescentou: "quem engana, quem não denuncia, é inimigo da justiça e, consequentemente, da Igreja". Ademais, o Promotor de Justiça reiterou o dever da Igreja de "escutar a dor das vítimas, assisti-las e tratá-las com dignidade". Na conclusão do dia de trabalhos, o Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, Dom Fernando Filoni, presidiu, na Basílica dos Santos Apóstolos, à celebração da Eucaristia. Na homilia, referindo-se aos abusos perpetrados por homens e mulheres de Igreja, o cardeal designado falou de fenômeno execrável, e citando o Evangelho segundo São Lucas, ressaltou o profundo significado do sacerdócio, entendido como missão da solicitude de Deus em favor do homem." (RL)
Núncio no Iraque alerta para a emigração de cristãos
◊ Bagdá (RV) – “Esforços conjuntos para reduzir ao mínimo o fenômeno da emigração de famílias de Bagdá e de Mosul”. É o que pediu o Núncio Apostólico no Iraque e Jordânia, Dom Giorgio Língua, durante encontro, realizado no último dia 6 de fevereiro na capital iraquiana, com o ministro do Planejamento, Ali Yousif al-Shukri. Para a agência Aswat al Iraq, citada pelo site Baghdadhope, o ministro manifestou sua preocupação em relação à condição dos cristãos no Iraque, que passaram de 5% em 1977 a menos de 1% nos dias de hoje.
No entanto, al-Shukri quis esclarecer que o terrorismo não visa só os cristãos, mas todas as camadas da população iraquiana. Por sua vez, o núncio confirmou que o Vaticano, longe de ser uma potência econômica, está pronto a ser um aliado do Iraque. Ainda no dia 6 de fevereiro, o ministro do Planejamento encontrou-se também com o embaixador italiano no Iraque, Gerardo Carante, para debater as relações bilaterais.
Carante, segundo a agência Aswat al Iraq, anunciou o empréstimo de meio bilhão de euros para reconstruir as infraestruturas e o desenvolvimento humano do País. Carante destacou ainda que 10% do empréstimo será destinado aos cristãos. O empréstimo será devolvido em 8 anos e destinado a programas de construção de moradias, também para os cristãos mais pobres, à construção de um porto, de uma universidade em Ankawa e aos bens culturais. (SP)
Franciscanos, relação eficaz com a Terra Santa
◊ Jerusalém (RV) – Agir como ‘pontes’ que constroem relações eficazes entre as Igrejas locais, bispos e a Igreja-mãe de Jerusalém, divulgando as necessidades das comunidades cristãs da Terra Santa e sensibilizando as pessoas a apoiá-las e darem esperança a seu futuro. Este foi o convite feito por Frei José Rodríguez Carballo, ministro-geral da Ordem Franciscana dos frades menores, aos comissários da Terra Santa, no encerramento de seu terceiro Congresso internacional, no último dia 4, no convento de São Salvador.
Para Frei Carballo, os comissários devem cultivar relações mais fortes com a Custódia, permeando as comunicações, a gestão econômica, a promoção das vocações e próprio relacionamento com o estilo franciscano. O ministro exortou os comissários a amarem Jesus e a Palavra de Deus e a assumir o Evangelho como regra e vida, encontrando o caminho e o significado autêntico do amor pela Terra Santa, que se oferece aos fiéis como o “quinto Evangelho”.
“O dever dos comissários – lembrou ele – é sustentar a Custódia e divulgar a obra dos franciscanos no Oriente Médio em defesa dos lugares sagrados, das “pedras vivas” da Igreja de Jerusalém, dos peregrinos, da abertura ecumênica e inter-religiosa, do desenvolvimento cultural, científico e educativo da religião.
“Consequentemente – prosseguiu – os comissários devem zelar particularmente pela organização e a animação das peregrinações, cujo objetivo principal é o encontro com Cristo em sua terra e a leitura das Sagradas Escrituras. Para isso, é necessário que os comissários atualizem adequadamente sua preparação nos campos bíblico, arqueológico e teológico, a fim de que as peregrinações sejam experiências de fé, ciência e cultura”.
(CM)
Bispos europeus publicam vídeo sobre direitos humanos de refugiados clandestinos
◊ Lisboa (RV) – A Conferência das Comissões Europeias Justiça e Paz decidiu realizar uma ação conjunta em defesa da dignidade humana e dos direitos humanos dos refugiados e imigrantes irregulares na Europa. A Comissão Nacional Justiça e Paz (CNJP) de Portugal está apresentando em seu site quatro vídeos criados para sensibilizar os jovens neste sentido.
Os vídeos foram realizados por alunos de uma escola de cinema da cidade alemã de Berlim, são legendados em português e estão disponíveis gratuitamente para redistribuição.
“O medo destrói famílias. Milhares de refugiados e imigrantes irregulares na Europa vivem constantemente com medo da separação forçada dos seus familiares” e “As pessoas não se podem devolver. As vidas delas também não” - são duas das mensagens veiculadas nos vídeos.
As Comissões Justiça e Paz salientam que as sociedades precisam “fomentar a solidariedade com aqueles que, em razão da sua etnia, religião ou status discriminatórios, estão especialmente expostos ao risco de terem desrespeitados Direitos Humanos, que são indivisíveis”.
Os filmes podem ser visualizados e partilhados em www.youtube.com/CNJPportugal.
(CM)
Superior-geral jesuíta: "Simpósio sobre abusos é ocasião para prestar serviço à Igreja"
◊ Roma (RV) – O simpósio “Rumo à cura e à renovação” sobre os abusos sexuais por parte do clero, em andamento na Pontifícia Universidade Gregoriana, vai “favorecer a compreensão do problema dos abusos contra menores e a proteção das vítimas”. É a opinião do prepósito-geral dos jesuítas, Pe. Adolfo Nicolas, que ao saudar os participantes, ressaltou que o evento tem “grande importância para a Companhia de Jesus, pois lhe dá a oportunidade de prestar um pequeno serviço à Igreja”.
O simpósio, assim como o centro para a prevenção de abusos, que será apresentado quinta-feira, “são a manifestação concreta de nosso esforço comum e global para construir uma Igreja na qual as crianças estejam seguras”.
“As Conferências Episcopais e os Institutos religiosos representados no encontro – disse Padre Nicolas – reconhecem que com nossa presença aqui, temos muito que aprender; nossos padres devem tratar todo ser humano com o respeito que merecem as meninas e meninos amados por Deus”.
Padre Nicolas recordou o compromisso do Papa Bento XVI para combater os abusos sexuais do clero e a carta circular enviada pela Congregação para a Doutrina da Fé às Conferências Episcopais de todo o mundo para a adoção de linhas-mestre anti-pedofilia. “Agora, é nosso dever prosseguir esta missão sem paralisações e negações” – disse o sacerdote espanhol, destacando que é necessário “mais criatividade, disciplina e transparência” para enfrentar o problema.
(CM)
Pe. Edênio esclarece declarações no Simpósio sobre abusos sexuais
◊ Roma (RV) - Em entrevista concedida à nossa emissora, o psicólogo e terapeuta Pe. Edênio Valle, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) – e um dos conferencistas no Simpósio da Gregoriana sobre abusos contra menores –, esclarece a afirmação repercutida na mídia, a ele atribuída, segundo a qual a Igreja no Brasil não tem ideia do que fazer com a questão dos abusos sexuais:
Padre Edênio:
“Na realidade, a maneira como a Igreja no Brasil - e por Igreja eu penso que não podemos entender só o Episcopado, a CNBB - está um pouco perplexa, sobretudo vendo o que acontece em outros países, quando somos bem informados a respeito e está em busca de respostas neste campo. Eu penso que a própria sociedade e no campo psicológico, a própria psicologia, também estão em busca de respostas mais adequadas a um problema sério e profundo que tem a ver com a realidade cultural e a estrutura social do mundo de hoje. Então, o que penso é que resta muito a fazer à nossa Igreja, seja no campo da discussão sobre a sexualidade, como ela é vivida pelo povo, como um cristão, um católico deveria viver isso, e a formação do próprio ministro ordenado ou não-ordenado, e também do laicato. Esta questão está em aberto no mundo todo. Veja, por exemplo, meia hora atrás, falou no Simpósio o Cardeal Reinhard Marx, Arcebispo de Munique. Ele está há pouco tempo na direção, mas ele mostrou a linha de ação de sua Arquidiocese, assumida pelos bispos da Baviera e posteriormente pela Conferência Episcopal. É um trabalho intenso, a médio prazo. À luz disto, penso que a nossa Igreja – até por falta de recursos – vai ter certa dificuldade em se posicionar pastoralmente, pedagogicamente e também no campo do pensamento católico, de um modo geral, dentro das atuais tendências presentes na cultura brasileira. De maneira alguma, disse que a Igreja no Brasil não sabe ou está perdida, tanto que na minha própria palestra, mencionei o recente documento que por ocasião da última Assembleia da CNBB foi aprovado na linha daquilo que a Santa Sé está pedindo aos episcopados nacionais.” (SP)
Espaço para os agricultores
◊ Jales (RV) - Nunca se viu tanto interesse pelo clima, como em nossos dias. Ele faz parte da agenda de qualquer noticiário. Na hora das informações sobre o clima, até as visitas ficam caladas para escutar melhor a previsão do tempo!
Uma primeira explicação por este súbito interesse pelo tempo, se encontra sem dúvida na apreensão diante das mudanças climáticas, que parecem se confirmar de maneira cada vez mais clara. Em todo o caso, como costuma advertir a comissária de bordo, “passamos por uma área de turbulência”. O que vai resultar destas mudanças, ainda não se sabe. A natureza tem fôlego de milhões de anos. Mas é bom estarmos atentos. Até para ver se em cada dia as previsões do tempo são confirmadas ou não!
Quem mais olha com apreensão para o tempo são os agricultores. Para eles não se trata só de curiosidade. É a safra que está em jogo. Com freqüência ela fica comprometida por completo, como está acontecendo neste ano em diversas regiões do país, sobretudo pela seca persistente que assola as plantações bem no momento da floração e da formação do grão, quando mais a plantação precisa de umidade.
Pelos riscos a que está sujeita a agricultura, e pela importância fundamental da produção agrícola para atender às necessidades da alimentação, muitos países organizam todo um sistema de proteção especial para a agricultura. Assim ela pode contar com garantias que resguardem sua continuidade, independente das oscilações das safras.
Infelizmente no Brasil este sistema é ainda muito precário. Muitas vezes os agricultores precisam arcar sozinhos com o prejuízo, num ano de safra frustrada. E quando a safra vai bem, com freqüência o agricultor é explorado na venda do seu produto, que fica à mercê de grandes corporações que conseguem interferir nos preços.
Todas as atividades econômicas são importantes. Mas nenhuma tem mais influência direta sobre a população, do que a agricultura. Precisamos fortalecer a consciência de que a agricultura interessa diretamente a todos. E no Brasil interessa mais ainda, pela alta porcentagem que representa o comércio agrícola para garantir divisas para o país.
Esta consciência deveria se traduzir num sistema de proteção à agricultura, que tornasse muito mais seguro o trabalho agrícola.
Os agricultores precisam se sentir estimulados a continuarem na agricultura. Em algumas regiões do Brasil já é evidente o abandono progressivo da atividade agrícola. Seria triste se por falta de uma política agrícola adequada, víssemos a última geração de pequenos agricultores abandonarem sua profissão, por falta de estímulo para continuarem com um trabalho tão cheio de riscos e incertezas, acrescido do descaso da população e dos poderes públicos.
Dentro deste contexto foi feito um trabalho válido, mesmo se não compreendido por todos, na discussão do novo Código Florestal. Ficou garantido um capítulo de proteção especial para os pequenos agricultores. Pois o novo Código não podia se constituir em novo desestímulo para os que sempre se sentiram os primeiros responsáveis para preservar o meio ambiente.
Em recente reunião das “pastorais do campo”, seus participantes manifestaram apreensão diante da ameaça aos “espaços de reprodução física e cultural dos povos e comunidades campesinas”. Em outras palavras, diante do risco de ver inviabilizada, concretamente, a próxima geração dos pequenos agricultores. Seria um desastre, não só econômico, mas sobretudo humano e social.
Os pequenos agricultores precisam de grande apoio. Para o bem de todos nós!
D. Demétrio Valentini
Missão: um sacerdote brasileiro num país de maioria budista
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Cidade do Vaticano (RV) – Pe. Braz Lourenço de Oliveira, mineiro de Cataguases, missionário do Pontifício Instituto das Missões Exteriores (PIME) em Bangcoc e Chiang Mai, na Tailândia, é o personagem do quadro Missão desta semana.
“Em Bangcoc, mantemos uma casa para crianças com necessidades especiais e outra para crianças com famílias problemáticas para as quais damos estudo, apoio médico e apoio em outras necessidades. Já em Chiang Mai, trabalhamos com as comunidades tribais. Lá, muitas pessoas não falam tailandês e, por isso, lá vivenciamos o primeiro contato deles com o mundo cristão”, relata.
Pe. Braz Lourenço já traz na bagagem 4 anos de missão nas Filipinas, único país asiático de maioria católica, bem diferente da Tailândia, de maioria budista onde somente 0,5% da população é católica. Realidade que faz a missão ser ainda mais desafiadora até mesmo em contextos mais comuns, como o nascimento de Cristo.
“Para eles ainda é estranho perceber que o Natal não está ligado a uma data e sim a uma pessoa que é Jesus Cristo. Mas quem é Jesus Cristo, me perguntam. É nessa hora que percebemos que eles não têm ideia do que Ele representa para nós”.
Pe. Braz disse que não enfrentou situações de perigo na Tailândia. Para ele, como o budismo fala muito em harmonia, isso faz com que o povo seja mais pacífico, contudo, existem problemas na Tailândia assim como em qualquer país. Apesar de ser minoria, os católicos na Tailândia tiveram um importante papel durante as recentes cheias que assolaram o país. Diante das emergências, católicos e budistas uniram-se para ajudar os atingidos “sejam os que estavam próximos à paróquia ou ao templo budista”, reitera Pe. Braz.
Para os sacerdotes que se preparam para a missão, Pe. Braz tem um conselho: “devemos perceber que a missão não é propriedade nossa. Nós fomos chamados e somos enviados em nome do nosso Senhor Jesus Cristo”.
A missão de Pe. Braz na Tailândia continua por tempo indeterminado. Como disse, “a missão é feita com os pés dos que partem, com os joelhos dos que oram, com as mãos dos que ajudam, e com as vozes dos que anunciam”.
Mali: milhares de pessoas afetadas pelo conflito no norte do país
◊ Genebra (RV) - Pelo menos 30 mil pessoas deslocadas pelo conflito dentro de Mali desde meados de janeiro estão vivendo em condições calamitosas. O CICV assiste milhares de pessoas nessas condições e outras 15 mil deslocadas no país vizinho, Níger. A organização também visita detidos e atende os feridos em Mali.
"Um grande número de pessoas está fugindo da violência, às pressas, em completa pobreza", disse o chefe da delegação regional do CICV para o Níger e Mali, Jürg Eglin. "Unimos forces com as Sociedades Nacionais da Cruz Vermelha de Mali e do Níger para proporcionar alimentos e abrigo a essas pessoas e para melhorar seu acesso à água. As últimas avaliações realizadas por nossa equipe no norte de Mali são particularmente alarmantes".
Em Ménaka e arredores há 26 mil pessoas deslocadas e outras quatro mil nos arredores de Aguelhoc
Em Aguelhoc, 150 quilômetros a nordeste de Kidal, no norte do país, o feroz combate obrigou cerca de quatro mil pessoas a abandonares suas casas e fugirem para aldeias vizinhas, onde a maioria da população já vive em condições muito difíceis. "Algumas delas foram acolhidas por algumas famílias, mas a maioria teve de construir uma espécie de abrigo improvisado sob o sol escaldante desta região semidesértica", explicou Eglin. "Elas carecem desesperadamente de alimentos e perderam alguns animais durante a fuga".
Junto com a Cruz Vermelha de Mali, o CICV prepara para distribuir milho, arroz, óleo e sal, além de lonas, cobertores, esteiras para dormir, baldes, utensílios domésticos e artigos de higiene para as pessoas deslocadas em Aguelhoc. A Cruz Vermelha de Mali já fez uma distribuição emergencial de alimentos para 600 pessoas deslocadas cuja situação era particularmente preocupante.
Em Ménaka, na região de Gao, os confrontos fizeram com que quase 26 mil pessoas abandonassem suas casas em busca de segurança, tanto dentro como fora da cidade, segundo as estimativas do CICV e da Cruz Vermelha de Mali.
O CICV também está avaliando a situação em Tessalit, região de Kidal, e em Léré e Niafunké, na região de Timbuktu, que também foi afetada pelo conflito no norte de Mali. Segundo fontes locais, cerca de 20 mil pessoas ainda podem estar deslocadas nessas áreas.
"O objetivo agora é levar assistência de forma adequada às pessoas deslocadas o quanto antes", disse Eglin. "Temos de lidar com vastas distâncias e o clima árido, além das limitações relacionadas com a segurança".
Visita aos detidos e assistência aos feridos
No dia 5 de fevereiro, o CICV visitou 13 oficiais do exército malinês detidos por um grupo armado no norte de Mali para verificar o tratamento que estão recebendo e as condições em que estão sendo mantidos. Os detidos tiveram a oportunidade de escrever mensagens para suas famílias.
"Continuaremos com nosso diálogo com todas as pessoas envolvidas com o objetivo de obter acesso a todas as pessoas detidas", disse Eglin. "Este diálogo continuo é também essencial para a segurança de nosso pessoal".
Água, alimentos e abrigo para as pessoas que fugiram para o Níger
O conflito que ocorre em Ménaka e Andéramboukane também fez com que mais de 15 mil pessoas de Mali e do Níger buscassem refúgio no Níger, na região norte de Tillabéry, próxima à fronteira com Mali. Em cooperação com a Cruz Vermelha do Níger, o CICV distribuiu alimentos e outros artigos essenciais na área e trabalha para melhorar o acesso à água.
As consequências humanitárias da violência no norte de Mali levam ao limite uma parte do Sahel, atingida por recorrentes secas e crises alimentares. Diversos governos e determinadas organizações humanitárias já alertaram sobre o perigo de uma grande crise de alimentos e de forragem para o gado em 2012, consequência da perda de colheitas e de áreas pastagem após a fraca temporada de chuvas.
Patriarca de Antioquia pede paz para a Síria
◊ Damasco (RV) - “Nas trágicas situações atuais de nossos países árabes, especialmente na Síria, convidamos os nossos sacerdotes e fiéis a fazer deste tempo de Quaresma, um tempo de oração e intercessão, de penitência pela paz, de solidariedade, unidade e a concórdia, de diálogo e respeito entre todos os cidadãos”: foi o que escreveu o Patriarca de Antioquia e todo o Oriente, de Alexandria e Jerusalém, Gregorios III na sua Carta para a Quaresma de 2012.
O patriarca greco-melquita - refere a agência Sir – invoca sobre todos os países árabes a proteção de Deus e exorta os sacerdotes e fiéis a comprometerem-se a “redescobrirem a alegria da experiência cristã”. “A nova evangelização - escreve Gregorios III - é o incentivo do qual necessitam as comunidades cansadas. A vida espiritual e seu aprofundamento são maneiras eficazes para superar as doenças modernas”.
Em particular o patriarca convida, nesta Quaresma, a redescobrir a dimensão do silêncio: “É importante educar as novas gerações ao silêncio e à calma, especialmente em suas atividades; é importante, também, insistir sobre a ascese cristã, sobre a mística e a mortificação”. Aos jovens seminaristas, no entanto, o patriarca aconselha “fazer crescer a intimidade e a familiaridade com Cristo e da Palavra de Deus”. (SP)
Lingua portuguesa ganha espaço em Timor Leste
◊ Díli (RV) - Proibido por quase 25 anos em Timor-Leste, o português vem ganhando espaço. Por meio de palavras cruzadas, caça palavras e revistas de colorir para crianças, o Brasil vem incentivando a divulgação do idioma no país asiático - independente da Indonésia há dez anos.
Até então, o bahasa indonésio era a língua oficial no Timor-Leste. Hoje, são o português e o tétum. Devido a esse vácuo, existe uma "vontade reprimida" dos timorenses em aprender o idioma - afirma o embaixador brasileiro em Díli, Edson Monteiro.
Ele conta que em uma feira do livro, em 2010, todos os exemplares em português foram vendidos na primeira manhã do evento. A partir daí, a embaixada contatou editoras brasileiras para parcerias. Uma delas doou 80 mil títulos em português.
Em março, cerca de 70 timorenses irão ao Brasil para aprender português e cursar faculdade, segundo publicado pela Folhapress.
Pela TV, o Brasil também dá um empurrãozinho: programas como "A Grande Família" e "A Diarista" já foram veiculados na RTTL (Rede de Televisão do Timor-Leste).
"Os timorenses se identificam com o cenário e as histórias brasileiras, em particular as que vêm do ambiente rural. O filme 'Dois Filhos de Francisco' aqui fez o maior sucesso", afirma o embaixador brasileiro.
O mundo lusófono é avaliado hoje entre 190 e 230 milhões de pessoas. O português é a oitava língua mais falada do planeta, terceira entre as línguas ocidentais, após o inglês e o castelhano.
O português é a língua oficial em oito países de quatro continentes:
Angola (10,9 milhões de habitantes)
Brasil (185 milhões)
Cabo Verde (415 mil)
Guiné Bissau (1,4 milhão)
Moçambique (18,8 milhões)
Portugal (10,5 milhões)
São Tomé e Príncipe (182 mil)
Timor Leste (800 mil).
(CM)
Dom Twal comenta acordo entre Hamas e Fatah
◊ Jerusalém (RV) - O Patriarca Latino de Jerusalém, Dom Fouad Twal, comentou de forma positiva a notícia de um acordo alcançado em Doha, na última segunda-feira, entre Hamas e o movimento Fatah para confiar ao Presidente Mahmoud Abbas a liderança de um governo de unidade palestina. “Nós queremos a paz com e entre todos”, declarou à agência AsiaNews o líder da Igreja Latina; entre os palestinos e entre palestinos e israelenses.
A “Declaração de Doha” ocorreu no âmbito das reuniões entre Abu Mazen, Presidente da Autoridade Palestina e líder de Fatah, e Hamas Khaled Mechaal, responsável de Hamas. Entre as duas partes as relações são tensas desde 2007 e após a ascensão ao poder de Hamas na Faixa de Gaza. O acordo de segunda-feira reforça o “Acordo de reconciliação”, assinado em 2011. O Patriarca de Jerusalém, disse que “não vê nenhum obstáculo no fato de que todos os palestinos são unam para ajudar Abu Mazen a realizar essas duas iniciativas”.
O presidente palestino “é um homem moderado, de abertura e cooperação”. Graças ao acordo, Abu Mazen vai ser presidente e primeiro-ministro, substituindo o economista Salam Fayyad, apoiado pelos países ocidentais. O patriarca lamentou essa mudança, olhando para o “grande trabalho realizado com sucesso por Salam Fayyad para preparar com calma e seriedade as infraestruturas de um futuro Estado palestino”.
O acordo de Doha foi criticado pelo Primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu: “Se Abu Mazen aplicar o que foi assinado em Doha, irá opta por abandonar o caminho da paz para se unir a Hamas”, declarou. “Ou é a paz com Hamas, ou è a paz com Israel. Não pode ter as duas juntas”.
“Não é assim!”: O patriarca se maravilhou “dessa reação”, porque “a mesma responde às aspirações dos palestinos de unidade e devemos ser contentes”. Dom Fouad Twal, acrescentou: “Queremos a paz para todos, um bom acordo com Israel e a união entre os irmãos palestinos em todas as suas correntes de pensamento político”.
Dom Twal pede para rezar “por uma paz justa e conclusiva para a Terra Santa e para os países que a circundam” e afirma que as mudanças no mundo árabe não devem ser ignoradas. Entre todas, o patriarca afirma que “a crise síria nos preocupa muito” e que ele compreende o medo dos responsáveis religiosos na Síria, que temem que o país possa acabar como o Iraque. (SP)
Terra Santa: profanato mosteiro greco-ortodoxo
◊ Jerusalém (RV) - O Conselho de Instituições Religiosas da Terra Santa, em um comunicado, condena os atos de profanação e as escritas feitas no mosteiro greco-ortodoxo de Jerusalém, ocorridos na noite entre 6 e 7 de fevereiro. O Conselho, diz a nota assinada pelo Rabinato de Israel, pelo Ministério da Waqf e dos Assuntos Religiosos da Autoridade Palestina e pelos Líderes das igrejas locais na Terra Santa, “convida as pessoas de todas as confissões, cristãos, judeus e muçulmanos, a respeitarem todos os lugares santos e os espaços das três religiões, e deplora fortemente o comportamento dos extremistas que exploram ou envolvem lugares sagrados em um conflito político e territorial”.
Os slogans anticristãos, de acordo com a rádio militar israelense, poderiam ser obra de colonos de extrema-direita que nos últimos meses, teriam do mesmo modo profanado mesquitas na Cisjordânia. Sempre a mesma noite, em Jerusalém, escritas anti-árabes foram feitas nas paredes de uma escola onde estudam juntas crianças israelenses e palestinas. No passado, slogans anticristãos também apareceram em um cemitério greco-ortodoxo em Jaffa, na periferia de Tel Aviv. (SP)



