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    <title>Rádio Vaticano - Clips-BRA</title>
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    <description>A voz do Papa e da Igreja em diálogo com o mundo</description>
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      <title>Mons. Scicluna em Simpósio sobre abusos contra menores: quem não denuncia um crime é inimigo da Igreja</title>
      <link>http://www.radiovaticana.org/BRA/articolo.asp?c=561596</link>
      <description>Cidade do Vaticano (RV) - Prosseguem, na Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, os trabalhos do Simpósio "Rumo à cura e à renovação", dedicado aos abusos sexuais ocorridos na Igreja contra menores, do qual participam delegados de 110 conferências episcopais e de mais de 30 ordens religiosas.

Para o Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, está emergindo com clareza – da reflexão destes dias – a vontade da Igreja de dotar-se dos meios para proteger as crianças e construir um ambiente seguro para elas, tornando-se exemplo para toda a sociedade.

As atividades desta terça-feira concluíram-se com uma vigília penitencial na Igreja de Santo Ignácio, com o pedido de perdão a Deus e às vítimas dos abusos. Já os trabalhos desta quarta-feira foram abertos pelo Promotor de Justiça da Congregação para a Doutrina da Fé, Mons. Charles Scicluna, com uma conferência sobre o tema da busca da verdade nos casos de abusos sexuais do ponto de vista das obrigações morais e legais.

"Quem engana, quem não denuncia, é inimigo da justiça e, consequentemente, da Igreja" – declarou Mons. Scicluna em coletiva de imprensa. Ademais, o Promotor de Justiça reiterou o dever da Igreja de "escutar a dor das vítimas, de assisti-las, e de tratá-las com dignidade", e acrescentou que "se nota uma redução do número de novos casos e se assiste a um andamento decrescente" desses crimes.

"O problema e a grande preocupação é com a Europa" – revelou –, onde emergiram ou estão emergindo muitos casos. Portanto, a Igreja tem a obrigação de cuidar das vítimas de abusos e de ajudá-las em seu percurso de cura, mas, sobretudo, tem a obrigação de denunciar tais crimes às autoridades civis do país em que eles se verificaram.

Nesse sentido, as indicações da Congregação para a Doutrina da Fé aos bispos são muito explícitas. Em particular, quando se afirma que a cooperação com os organismos de investigação deve ser total e imediata.

Já no que diz respeito ao mecanismo sancionador dentro da Igreja, vinculado a normas do Direito Canônico, já existentes, a questão é diferente – precisou o Promotor de Justiça.

É o caso, por exemplo, das eventuais sanções em relação àqueles bispos que se tornassem responsáveis por atitudes omissivas ou que não se tivessem atido às diretivas da Congregação para a Doutrina da Fé. Em todo caso – ressaltou Mons. Scicluna –, seria uma atitude intolerável no âmbito da Igreja.

A imprensa internacional deu destaque à vigília penitencial realizada no final desta terça-feira na Igreja de Santo Ignácio. Não se tratou, como dizem muitos, de um simples mea culpa da Igreja – defendeu Mons. Scicluna –, foi muito além, prevendo medidas de prevenção e de assistência às vítimas.

Um dos conferencistas da manhã desta quarta-feira foi o psicólogo e terapeuta Pe. Edênio Valle, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), a quem nossa colega do programa Português-África Dulce Araújo perguntou em que medida as reflexões e debates destes dias terão conseqüências práticas para a Igreja em relação à questão dos abusos contra menores: 00:02:31:80 </description>
      <author>webteam@vaticanradio.org</author>
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      <pubDate>Wed, 08 Feb 2012 18:23:56 GMT</pubDate>
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      <title>Memória Histórica: a visita não-oficial de João Paulo II ao Brasil</title>
      <link>http://www.radiovaticana.org/BRA/articolo.asp?c=561406</link>
      <description>  00:05:00:17  
Cidade do Vaticano (RV) - O Papa João Paulo II visitou o Brasil três vezes: em 1980, 1991 e 1997. Estas foram as visitas oficiais, entretanto, em 11 de Junho de 1982, durante uma escala no Rio de Janeiro enquanto se dirigia à Argentina, João Paulo II faria mais uma vez um discurso ao povo brasileiro.

Esse é o Quadro Memória Histórica, que hoje nos leva ao ano de 1982.

“Ao pisar de novo o solo do Brasil, ainda que por breves instantes – nesta escala técnica da minha viagem à Argentina – um mundo de sentimentos e de gratas recordações me enchem o coração. Quisera que a grande alegria e afeto, que envolvem este meu sentir e reviver, fossem isentos de toda a sombra de preocupação; de qualquer modo, é bem cordial a saudação que, neste momento, quero dirigir ao querido Povo brasileiro, pelos presentes”. 

Essas foram as primeiras palavras de João Paulo II, nesta curta estada brasileira depois de ter percorrido o país de norte a sul, de leste a oeste, em 1980, como o Papa lembrou.

“Rio de Janeiro! Brasil! Quantas recordações, neste momento e neste lugar, tais nomes trazem ao meu espírito, dos doze dias da minha visita pastoral a Terras de Santa Cruz, de encontro inesquecível com a Igreja que está nesta dileta Nação, do Rio Grande do Sul, até Belém do Pará e ao coração do Amazonas! Graças a Deus, por tudo”.

João Paulo II estava a caminho da Argentina. Antes, havia visitado a Inglaterra. Em 1982, esses dois países estavam em guerra pela disputa do território das Ilhas Malvinas, pela qual João Paulo II expressou seu pesar por todas as guerras.

“E alargando a perspectiva, para além do conflito que no presente semeia a desolação e a morte entre os povos beligerantes no Atlântico Sul, o meu coração sofre com todos os corações feridos pelo mal da guerra noutras partes do mundo”.

Antes de seguir viagem a Buenos Aires, João Paulo II reavivou a proximidade do Papa com o povo brasileiro.

“Com estima e afeição, aqui renovo os votos sinceros pelas crescentes prosperidades do querido Povo brasileiro, isentas de sombras sinistras de violência e sempre marcadas pelo respeito pela vida, pelo sentido da justiça e da concórdia e em serviço à causa da paz internacional. Estes votos, em meu coração tornam-se prece, a implorar para cada brasileiro, por intercessão de Nossa Senhora Aparecida, os favores de Deus”.
(RB)

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      <pubDate>Wed, 08 Feb 2012 12:52:05 GMT</pubDate>
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      <title>Iemenita vencedora do Nobel da Paz pede ajuda da Itália para garantir eleições </title>
      <link>http://www.radiovaticana.org/BRA/articolo.asp?c=560896</link>
      <description>Cidade do Vaticano (RV) - Tawakol Karman, iemenita, uma das três vencedoras do Prêmio Nobel da Paz 2011, esteve em Roma nesta segunda-feira para um encontro com o Ministro das Relações Exteriores da Itália, Giulio Terzi Sant’Agata. 

Rafael Belincanta acompanhou para a Rádio Vaticano.

  00:01:54:60  
Diante de dezenas de jornalistas italianos e também da imprensa internacional, a jornalista Tawakol Karman, 32 anos, falando em árabe e usando o véu islâmico, defendeu a juventude da primavera árabe

“Nós, jovens da primavera árabe, somos o presente e o futuro. Estamos dispostos a construir uma parceria que seja ativa em todos os campos, econômico, social e político, especialmente na luta contra o terrorismo”.

Ela nasceu no Iêmem, país do Oriente Médio, onde as mulheres não podem votar, dirigir ou dormir sozinhas num hotel mas são obrigadas aceitarem casamentos combinados ainda muito jovens. Nessa realidade, ela chamou a atenção do mundo ao se tornar militante do partido de oposição ao presidente depois de ter sido presa, em janeiro do ano passado. E ela deixou claro o que veio pedir ao governo italiano.

“Em nome dos jovens da revolução pedi apoio da Itália para congelar as contas do presidente Ali Abdallah Saleh e que ele seja julgado pela Corte Penal Internacional. Esta medida é a única que pode garantir uma transição pacífica no Iêmem, já que em 21 de fevereiro teremos eleições e o presidente usa suas finanças para disseminar a discórdia que poderá acarretar o fracasso das eleições”.

Na luta pela democracia e pelos direitos humanos, Tawakol Karman disse acompanhar atenta a situação na Síria.

“Pedi ao ministro italiano que chame de volta seu embaixador em Damasco. Acredito que seja o mínimo que se possa fazer para apoiar a grande revolução e defender o povo da Síria. Pedi ainda que o ministro também proceda ao congelamento dos bens do presidente sírio Bashar Al-Assad”.


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      <author>webteam@vaticanradio.org</author>
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      <pubDate>Mon, 06 Feb 2012 17:02:48 GMT</pubDate>
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      <title>Nova Evangelização e "Evangelii Nuntiandi": evangelizar, não um ato individual, mas profundamente eclesial</title>
      <link>http://www.radiovaticana.org/BRA/articolo.asp?c=560617</link>
      <description>00:05:30:00
Cidade do Vaticano (RV) - Amigo ouvinte, chegamos, mais uma vez, ao nosso momento de dedicar um espaço do nosso programa à nova evangelização. Como temos lembrado, este ano a Igreja viverá um momento particularmente importante. Trata-se da Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos, na qual pastores do mundo inteiro – representando a Igreja nos cinco continentes – se reunirão de 7 a 28 de outubro, no Vaticano, para refletir, debater e discutir em torno do tema da "Nova evangelização para a transmissão da fé cristã".

Certamente, um momento particularmente frutuoso para o Magistério da Igreja, em que os bispos, unidos ao Sucessor de Pedro, se concentrarão em torno desse desafio pastoral para a Igreja no terceiro milênio. Dele nascerá, a partir das proposições e texto final dos padres sinodais, a Exortação Apostólica pós-sinodal do Santo Padre.

Vale lembrar que "desde o Concílio Vaticano II até hoje, a nova evangelização se propôs, sempre com maior lucidez, como o instrumento graças ao qual confrontar-se com os desafios de um mundo em celerada transformação e como a via para viver, hoje, o dom de ser reunidos pelo Espírito Santo para fazer a experiência do Deus que é nosso Pai, testemunhando e anunciando a todos a Boa Nova – o Evangelho – de Jesus Cristo" – nos diz os Lineamenta, documento preparatório para o referido Sínodo, nº 1.

Prosseguindo nossa revisitação à Evangelii Nuntiandi, iniciamos, na edição passada, com o nº 59, o cap. VI da Exortação Apostólica pós-sinodal de 1975, do Papa Paulo VI, capítulo este que trata dos "obreiros da evangelização".

Como vimos, no nº 59, o documento magisterial pergunta: "quem é que tem a missão de evangelizar?", ressaltando que o Concílio Vaticano II respondeu claramente a esta pergunta: "Por mandato divino, incumbe à Igreja o dever de ir por todo o mundo e pregar o Evangelho a toda a criatura", (82) E noutro texto o mesmo Concílio diz ainda: "Toda a Igreja é missionária, a obra da evangelização é um dever fundamental do povo de Deus".(83)

De fato, o texto reitera que sendo a Igreja inteira chamada a evangelizar, é ela toda inteiramente evangelizadora. Hoje trazemos o nº 60, intitulado "Um ato eclesial":

60 "O fato de a Igreja ser enviada e mandada para a evangelização do mundo, é uma observação que deveria despertar em nós uma dupla convicção.
A primeira é a seguinte: evangelizar não é para quem quer que seja um ato individual e isolado, mas profundamente eclesial. Assim, quando o mais desconhecido dos pregadores, dos catequistas ou dos pastores, no rincão mais remoto, prega o Evangelho, reúne a sua pequena comunidade, ou administra um sacramento, mesmo sozinho, ele perfaz um ato de Igreja e o seu gesto está certamente conexo, por relações institucionais, como também por vínculos invisíveis e por raízes recônditas da ordem da graça, à atividade evangelizadora de toda a Igreja. Isto pressupõe, porém, que ele age, não por uma missão pessoal
que se atribuísse a si próprio, ou por uma inspiração pessoal, mas em união com a missão da Igreja e em nome da mesma.
Donde, a segunda convicção: se cada um evangeliza em nome da Igreja, o que ela mesma faz em virtude de um mandato do Senhor, nenhum evangelizador é o senhor absoluto da sua ação evangelizadora, dotado de um poder discricionário para realizar segundo critérios e perspectivas individualistas tal obra, mas em comunhão com a Igreja e com os seus Pastores.
A Igreja é ela toda inteiramente evangelizadora, como frisamos acima. Ora isso quer dizer que, para com o conjunto do mundo e para com cada parcela do mundo onde ela se encontra, a Igreja se sente responsável pela missão de difundir o Evangelho."

Como vimos até aqui, neste VI capítulo, intitulado "Os obreiros da evangelização", trata-se da questão dos sujeitos da evangelização.

De fato, faz-se no texto duas constatações basilares que vale a pena recalcar, brevemente: "evangelizar não é para quem quer que seja um ato individual e isolado, mas profundamente eclesial"; como consequência, a segunda convicção: se cada um evangeliza em nome da Igreja, tal obra deve ser realizar "em comunhão com a Igreja e com os seus Pastores".

Efetivamente, o sujeito fundamental da evangelização é a Igreja como tal. E visto que a Igreja existe concretamente, isto é, em "cada parcela do mundo onde ela se encontra", a Igreja particular configura-se como tal em comunhão com as outras Igrejas particulares.

Amigo, ouvinte, por hoje é só. Semana que vem tem mais, se Deus quiser! (RL)</description>
      <author>webteam@vaticanradio.org</author>
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      <pubDate>Sun, 05 Feb 2012 17:21:14 GMT</pubDate>
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      <title>Missão Continental - na esteira de Aparecida: a Diocese de Crato e os desafios pastorais</title>
      <link>http://www.radiovaticana.org/BRA/articolo.asp?c=560615</link>
      <description>Cidade do Vaticano (RV) - Nesta edição do nosso espaço "O Brasil na Missão Continental", continuamos com a participação do Bispo da Diocese de Crato, no Ceará, Dom Fernando Panico, que nos apresenta – no contexto da "Missão Continental" – os desafios pastorais para a Igreja no Crato, destacando, dentre outros, a urgência da formação dos missionários nas comunidades, e a realização das santas missões populares: 00:06:00:00 (RL)</description>
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      <title>Reflexão sobre a liturgia do V Domingo do Tempo Comum</title>
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      <description>00:03:00:00
Cidade do Vaticano (RV) - Por que tantas pessoas sofrem?
Por que o justo sofre, enquanto tantas pessoas injustas desfrutam boa saúde, possuem dinheiro, nada de mal lhes acontece?

A1ª leitura da missa de hoje, extraída do Livro de Jó, nos leva a refletir sobre o sofrimento, principalmente o do justo. 

Jó sofre e, no seu sofrimento reflete sobre os limites da vida e reza.
 
A resposta à nossa pergunta sobre o sofrimento, nos vem com o Evangelho de Marcos, no trecho da cura da sogra de Pedro e de outras pessoas. Ele nos apresenta Jesus diante da realidade da doença e do sofrimento. Jesus não culpa o Pai e nem os doentes por suas desditas, mas se mostra solidário. 

O Senhor não foge dos doentes, mas vai até eles, toma-os pela mão e os ajuda a se levantar. Ele não veio para derrubar, mas para dar ânimo. A sogra de Pedro se levanta e começa a servi-los.

O Senhor é a vida que chega!

Com essa atitude, Jesus confirma que sua vinda é para transformar o mundo, eliminara a doença, a dor e a morte. Ele é a vida e, como tal, quer vida plena para todos nós!
O que fazemos quando sabemos que alguém está doente, sofrendo? Vamos até ele, procuramos dar novo ânimo? 

Diante do sofrimento e da doença poderemos ter várias atitudes. Desde tratar do doente, se formos profissionais da medicina, até nos colocarmos à disposição para servi-lo, ajuda-lo de algum modo.

Contudo, existe um gesto que todos poderão e deverão fazer: o gesto da solidariedade, de ser presença, de estar ao lado confortando, animando. Esse gesto nada custa, a não ser a esmola de nosso tempo, de abrir mão de tantos afazeres muitas vezes inúteis, para ir visitar o Cristo que está sofrendo. “Estive doente e me visitastes!”

Pe. Cesar Augusto dos Santos, S.J.</description>
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      <title>Da redação: espaço dos ouvintes e leitores</title>
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      <description>  00:03:51:07  
Cidade do Vaticano (RV) – Domingo, dia do tradicional espaço para os ouvintes e leitores do Programa Brasileiro da RV!

Sejam bem-vindos!

Recebemos muitas cartas e e-mails esta semana.  

Do Rio Grande do Sul, Dr. Alessandro Zardo nos escreve para agradecer pelo último programa dos Ouvintes em que respondemos a uma pergunta que nos fez via correspondência. Dr. Alessandro, continue sintonizado conosco e obrigado pelas fotos e por ter lembrado da nossa equipe durante a festa de Nossa Senhora dos Navegantes, de Porto Alegre!

Da Serra Catarinense, de Rancho Queimado, chegou uma carta do Movimento Gianna Beretta Molla, GBM. Obrigado pelos exemplares do jornal em defesa da vida. 

De Fortaleza, Ceará, chegou a carta de Maurício Nascimento da Silva. Ele nos relata que desde outubro do ano passado, quando a Rádio Cultura de Paracuru se filiou à Rede Imaculada, passou a acompanhar o Programa Brasileiro da Rádio Vaticano. Maurício, obrigado pelas boas notícias, continue acompanhando a RV.

Por fim, selecionamos a carta de Reinaldo Pires, de São Sebastião, São Paulo. Reinaldo nos enviou relatórios de recepção e uma bela foto da Praia de Juquehi! Reinaldo, com o frio que faz aqui em Roma, a foto da praia fez sucesso. Obrigado e continue na frequência da Rádio Vaticano.

Em breve, todos os ouvintes e leitores que citamos vão receber lembranças da Rádio Vaticano.

Programa Brasileiro
Rádio Vaticano
Nunciatura Apostólica no Brasil
Caixa Postal 070153
CEP 70359-970
Brasília – DF

Programa Brasileiro
Rádio Vaticano 
Piazza Pia, 3
00120 
Cidade do Vaticano

E-mail: brasil@vatiradio.va
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      <title>Nova Evangelização e "Evangelii Nuntiandi": a Igreja inteira chamada a evangelizar</title>
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      <description>00:05:30:00
Cidade do Vaticano (RV) - Amigo ouvinte, voltamos ao nosso encontro semanal dedicado à nova evangelização, recordando que a mesma estará no centro do próximo Sínodo dos Bispos, a realizar-se no Vaticano em outubro deste ano com o tema "A nova evangelização para a transmissão da fé cristã".

Em vista deste grande evento para a Igreja no mundo inteiro e em preparação para as reflexões, debates e discussões dos padres sinodais estamos fazendo uma revisitação a alguns documentos magisteriais pertinentes à missionariedade, recorrendo assim ao rico patrimônio de que dispomos para haurir daí aqueles elementos basilares para uma abordagem nova à evangelização.

Nesse sentido, estamos revisitando a "Evangelii Nuntiandi", Exortação Apostólica de 1975, do Papa Paulo VI, documento que conferiu um notável dinamismo à ação evangelizadora da Igreja nas décadas seguintes, acompanhada por uma autêntica promoção humana.

Na edição passada trouxemos o nº 56 do documento, número este no qual o Papa Montini fala da categoria dos não praticantes – categoria esta a ser evangelizada – e do problema do abandono da prática religiosa.

Prosseguimos, nesta edição, revisitando o número 57, que trata da evangelização no coração das massas. Diz o texto:

No coração das massas

57 "Como Cristo durante o tempo da sua pregação, como os doze na manhã do Pentecostes, também a Igreja vê diante dela uma imensa multidão humana que precisa do Evangelho e a ele tem direito, uma vez que Deus "quer que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade".(79)
Consciente do seu dever de pregar a todos a salvação e sabendo que a mensagem evangélica não é reservada a um pequeno grupo de iniciados, de privilegiados ou de eleitos, mas destinada a todos, a Igreja assume como sua própria a angústia de Cristo diante das multidões errantes e prostradas "como ovelhas sem pastor" e repete muitas vezes a sua mesma palavra: "Tenho compaixão desta multidão".(90) Mas a Igreja, entretanto, também está consciente de que, para a eficácia da pregação evangélica no coração das massas, ela deve dirigir a sua mensagem a comunidades de fiéis cuja ação, por sua vez, pode e deve ir atingir outros."

Amigo ouvinte, com o nº 57 concluímos nossa revisitação ao capítulo V da "Evangelii Nuntiandi", passando imediatamente ao capítulo seguinte. O capítulo VI é intitulado "Os obreiros da evangelização"

Hoje vamos nos ater apenas ao nº 59, com o qual se inicia o penúltimo capítulo da Exortação Apostólica. O nº 59 tem como título "A Igreja toda missionária". Diz o texto:

59 "Se há homens que proclamam no mundo o Evangelho da salvação, fazem-no por ordem, em nome e com a graça de Cristo Salvador. "E como podem pregar, se não forem enviados? (81)escrevia aquele que foi, sem dúvida alguma, um dos maiores evangelizadores. Ninguém, pois, pode fazer isso se não for enviado. (alusão ao Apóstolo Paulo)
Mas, então quem é que tem a missão de evangelizar? O Concílio Ecumênico Vaticano II respondeu claramente a esta pergunta: "Por mandato divino, incumbe à Igreja o dever de ir por todo o mundo e pregar o Evangelho a toda a criatura", (82) E noutro texto o mesmo Concílio diz ainda: "Toda a Igreja é missionária, a obra da evangelização é um dever fundamental do povo de Deus".(83)
Já recordamos esta ligação íntima entre a Igreja e a evangelização. Quando a Igreja anuncia o reino de Deus e o edifica, insere-se a si própria no âmago do mundo, como sinal e instrumento desse reino que já é e que já vem. O mesmo Concílio referiu com justeza, as palavras bem significativas de Santo Agostinho, sobre a ação missionária dos doze: "pregaram a palavra da verdade e geraram as Igrejas".(84)"

De fato, a Exortação afirma logo que é a Igreja toda a evangelizar. Na época se falava em traduzir a fé na cultura local, sem corrompê-la. A expressão "traduzir a fé" era comum naquele tempo. Hoje não se fala mais em traduzir, mas inculturar. Traduzir é limitante, porque indica uma evangelização unilateral, dedutiva da fé: o evangelizador europeu traduzia essa fé para outros países.

Já a inculturação trata também de entrar nessa cultura e enriquecer-se com os valores que ela possui.

Amigo ouvinte, por hoje é só! Semana que vem tem mais, se Deus quiser... (RL)</description>
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      <pubDate>Sat, 04 Feb 2012 17:36:24 GMT</pubDate>
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      <title>A Diocese de Crato e a "Missão Continental", na esteira de Aparecida</title>
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      <description>Cidade do Vaticano (RV) - Nesta edição do nosso espaço "O Brasil na Missão Continental", voltamos à contribuição dos nossos pastores. Da região Centro-Oeste (com a participação, nas edições passadas, do Arcebispo de Goiânia, Dom Washington Cruz) passamos hoje à região Nordeste. Vamos até o Ceará, mas precisamente à Diocese de Crato, situada na microrregião do Cariri. Igreja romeira e missionária, Dom Fernando Panico (bispo da diocese) nos fala sobre a Missão Continental naquela circunscrição eclesiástica: 00:06:00:00</description>
      <author>webteam@vaticanradio.org</author>
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      <pubDate>Sat, 04 Feb 2012 17:17:56 GMT</pubDate>
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      <title>Brasil terá relator em simpósio sobre abusos. Conheça-o</title>
      <link>http://www.radiovaticana.org/BRA/articolo.asp?c=560177</link>
      <description>  00:07:22:78  
Cidade do Vaticano (RV) - O promotor de justiça do Vaticano, o Arcebispo Charles Scicluna, 
afirmou nesta quinta-feira que os abusos sexuais contra menores cometidos por eclesiásticos “não são apenas um pecado, mas um crime”, e que a Igreja tem o dever de colaborar com o Estado para evitá-los. 

Entrevistado pela Rádio Vaticano, Dom Scicluna explicou os objetivos do simpósio sobre os abusos que será aberto no próximo dia 6 na Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma. 
O simpósio terá no primeiro dia o testemunho de uma vítima dos abusos - informou o promotor, que insistiu na necessidade da formação de agentes pastorais para evitar esses casos. 
“Rumo à cura e à renovação”: é o título do simpósio que reunirá delegados provenientes de 110 Conferências Episcopais e de 30 ordens religiosas. 

Pe. Edenio Valle é sacerdote há 50 anos e psicólogo há 45. Trabalha na PUC de São Paulo, atuando no programa de censo da religião. Tem grupo de pesquisa credenciado no Conselho Nacional de Pesquisas sobre Psicoterapia e Religião.

Por solicitação da CNBB, Pe. Edenio realiza pesquisas sobre os padres no Brasil, orienta teses de mestrado e doutorado. Assessor de dezenas de congregações masculinas e femininas, e de centenas de dioceses no Brasil, ele tem em sua bagagem 12 anos de experiência como diretor do ITA, Instituto Terapêutico “Acolher”, em São Paulo, onde, com um grupo de 15 psicólogos atende o clero e a vida religiosa com problemas psicológicos sérios. O Instituto já atendeu mais de mil casos.

Convidado como relator do Simpósio, Pe. Edenio, entrevistado em exclusiva pela RV, adianta o conteúdo de sua palestra:

“Deram-me um tema sobre o qual vou falar: ‘Religião, sociedade e cultura, em diálogo’. Este tema está inserido num conjunto de 10 palestras. Não vou entrar em aspectos propriamente jurídicos, pastorais ou mesmo psicológicos. Vou fazer uma abordagem de natureza psico-sociológica. Penso que no tema que me foi confiado, o importante é a palavra que vem no fim: ‘em diálogo’. Tenho a impressão que os organizadores desta conferência tinham em mente colocar a Igreja em diálogo com a realidade, a realidade da sociedade hoje, plural e diversificada. De um lado, a realidade da cultura, com valores, comportamentos e padrões que já não são aqueles que a Igreja católica propõe. Este fenômeno, aqui na América Latina, também se torna cada vez mais forte e mais abrangente. É o caso específico do Brasil”.

Pe. Edenio Valle contextualizará seu pronunciamento à realidade brasileira, incluindo o fenômeno da migração religiosa:

“Como se pede que fale de religião, eu toco no campo religioso brasileiro. Hoje há uma massiva passagem de milhões e milhões de brasileiros de um catolicismo popular, sem assistência pastoral adequada devido à falta de padres e de recursos, uma população cada vez mais urbana, para religiões de origem carismática norte-americana que usam dia e noite a televisão e a rádio. Através desta forte presença midiática, atraem milhões de pessoas, sempre voltados à subjetividade: curas divinas, expulsão de demônios, milagres feitos diante das multidões. Pode-se ver isso em qualquer TV brasileira, dia e noite. Neste quadro, eu vou colocar a questão do abuso sexual por parte dos padres. Tenho conhecimento do que se passa em nível mundial, mas trarei alguns dados recolhidos aqui”.

O professor insere no conteúdo de sua palestra também a bagagem clínica acumulada na experiência do ITA: 

“Meus dados mais importantes são de natureza clínica: discutir com colegas, psicoterapeutas que fazem este tipo de atendimento. Meu conhecimento também é pastoral: trabalho com padres e sei como esta problemática aparece em padres abusadores. A questão do simpósio se volta mais especificamente para a chamada “pedofilia” e trata do abuso sexual de menores. Sobre este tema especificamente, não tenho nenhum estudo, mas tenho a prática clínica; portanto, vou partir daí para tentar mostrar que a Igreja católica nesta conjuntura não pode se voltar só para o seu problema interno e para a assistência ao clero. Tem que ver o problema sócio-cultural, o ambiente de exploração ‘via mídia’ e não só, e a liberalização de costumes, onde a sexualidade passa a ser muito banalizada. Aí dentro dá-se uma confusão da identidade de gênero e da identidade sexual das pessoas, e neste contexto eu situaria o problema do atendimento dos padres. Tenho interesse na questão do atendimento das vítimas, sobretudo crianças, o que no Brasil é ainda muito atrasado”. 

Para ouvir a entrevista, clique acima.
(CM)
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      <author>webteam@vaticanradio.org</author>
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